‘Época’: esquema de propina na Petrobras
favoreceu o PMDB
e Dilma
Em entrevista à revista “Época” desta semana, o
engenheiro João Augusto Rezende Henriques, ex-funcionário da Petrobras,
denunciou um esquema de corrupção na Diretoria Internacional da estatal que
favoreceu o PMDB. Segundo ele, todos os empresários com contratos na área
internacional a partir de 2008 tinham de pagar um pedágio que era repassado ao
PMDB.
Segundo Henriques, de 60% a 70% do dinheiro arrecadado
dos empresários eram repassados ao PMDB. O dinheiro servia para pagar campanhas
políticas ou para encher os bolsos dos deputados. A maior parte da verba do
pedágio seguia para os dez deputados do partido em Minas, entre eles o atual
ministro da Agricultura, Antonio
Andrade.
O presidente nacional do PMDB, senador Valdir Raupp (RO),
negou todas as denúncias publicadas neste sábado pela revista “Época” de que
setores do partido operaram um esquema de propina.
"Sobre a reportagem da revista Época, o PMDB
esclarece que jamais recebeu os recursos mencionados no texto. A declaração
prestada ao Tribunal Superior Eleitoral sobre a campanha de 2010 registra todos
valores que o Diretório Nacional arrecadou naquele ano, e foi a única forma
pela qual o PMDB financiou sua campanha", afirma a nota.
O dinheiro, segundo Henriques contou ao repórter Diego
Escosteguy, da revista “Época”, não ficava apenas com os políticos do PMDB. O
secretário das Finanças do PT, João Vaccari, recebeu o equivalente a US$ 8
milhões durante a campanha presidencial de Dilma Rousseff em 2010.
Henriques
disse que organizou, com Vaccari, o repasse para a campanha de Dilma. O
dinheiro, segundo ele, foi pago pela construtora Norberto Odebrecht, em razão
de um contrato bilionário fechado na área internacional da Petrobras, que
dependia de aprovação do então presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, do
PT.
Para “Época”, o coordenador financeiro da campanha de
Dilma Rousseff, José de Filippi Júnior, afirmou que não conhece Henriques:
— Posso garantir que ele não participou da arrecadação de
recursos para a campanha da presidenta Dilma Rousseff, que toda arrecadação foi
feita por meio de Transferência Eletrônica Bancária, e que as contas da
campanha da presidenta foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral — disse
Filippi.
À Justiça Eleitoral, a campanha de Dilma declarou ter
recebido R$ 2,4 milhões da Odebrecht.
Zelada afirmou desconhecer a atuação de Henriques na
intermediação de contratos na Petrobras e negou ter sido indicado pelo PMDB. A
Petrobras informou em nota que não comentaria o assunto.
Um dos negócios citados por Henriques à revista envolve a
contratação de um navio-sonda da empresa Vantage, por US$ 1,6 bilhão, numa operação
que, segundo ele, rendeu um pedágio de US$ 14,5 milhões, dos quais US$ 10
milhões foram repassados ao PMDB.
"O GLOBO"
"O GLOBO"
Em nota, Siemens refuta acusações
'sem provas' que afetam 'imagem'
Texto é assinado pelo presidente e CEO da Siemens no
Brasil, Paulo Stark.
Empresa diz que compromisso de obediência às leis não é 'discurso vazio'.
Empresa diz que compromisso de obediência às leis não é 'discurso vazio'.
O presidente e CEO da Siemens
no Brasil, Paulo Stark, divulgou nota nesta sexta-feira (9) na qual refuta
"quaisquer acusações" que não tenham como base provas já comprovadas
por órgãos oficiais.
Além disso, critica as acusações que afetam a imagem
"seja da empresa, de governos, partidos políticos, pessoas públicas ou
privadas, ou qualquer integrante da sociedade."
Antes desta nova nota, a
empresa havia se pronunciado oficialmente somente na quarta-feira (7) sobre as
denúncias de envolvimento de executivos da Siemens em cartel em licitações do
Metrô e da CPTM.
Nesta nova nota,a empresa ressalta que, desde2007, estabeleceu
um sistema de compliance (integridade e obediência às leis) e que ele não é
"um discurso vazio ou estratégia publicitária".
" O GLOBO"
A revista ÉPOCA publicará hoje uma reportagem de Diego Escosteguy sobre o esquema de corrupção do PMDB na Petrobrás.
Levantados documentos a respeito, o repórter localizou uma espécie de Marcos Valério do partido. Que acabou contando muita coisa.
Em resumo, todos os contratos que passavam pela diretoria internacional da Petrobras, apadrinhada pelo PMDB, rendiam propina ao partido. Muitos deputados recebiam.
O esquema afeta, em maior ou menor grau, toda a linha sucessória da República.
Dinheiro do esquema abasteceu o caixa 2 da campanha da Dilma. Temer tinha uma "beirada", segundo o tal operador. E o presidente da Câmara também estava na partilha.
- Ricardo Noblat -
Caixa 2 do PMDB na Petrobrás serviu à eleição de Dilma
Brasília está em chamas. Ok, exagero um pouco - mas só um pouco.A revista ÉPOCA publicará hoje uma reportagem de Diego Escosteguy sobre o esquema de corrupção do PMDB na Petrobrás.
Levantados documentos a respeito, o repórter localizou uma espécie de Marcos Valério do partido. Que acabou contando muita coisa.
Em resumo, todos os contratos que passavam pela diretoria internacional da Petrobras, apadrinhada pelo PMDB, rendiam propina ao partido. Muitos deputados recebiam.
O esquema afeta, em maior ou menor grau, toda a linha sucessória da República.
Dinheiro do esquema abasteceu o caixa 2 da campanha da Dilma. Temer tinha uma "beirada", segundo o tal operador. E o presidente da Câmara também estava na partilha.
- Ricardo Noblat -
PGR denuncia Anthony e Rosinha Garotinho ao STF
Roberto Gurgel aponta que deputado e prefeita desviaram R$ 63 milhões em recursos públicos do Estado do Rio
Quando Rosinha era governadora do Rio e Garotinho era secretário de Estado, o governo teria desviado R$ 63,3 milhões em dinheiro público por meio de contrato ilícito com uma empresa prestadora de serviços.
Desse total, R$ 650 mil teriam financiado a candidatura de Garotinho à presidência da República, em 2006.
“Os denunciados, de forma livre e consciente, desviaram recursos públicos no valor de R$ 650 mil do Estado do Rio de Janeiro com o objetivo de financiar a pré-candidatura de Anthony Garotinho à Presidência da República no ano de 2006 pelo PMDB, época em que Rosinha Matheus era governadora daquele Estado”, escreveu o procurador-geral.